Ents e Huorns — Barbárvore, as Entesposas e os Pastores das Árvores
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Resposta rápida: Os Ents são os Pastores das Árvores, antigos guardiões das florestas da Terra-média, criados pelo desejo da Vala Yavanna e ensinados a falar pelos Elfos. Os Huorns são árvores que ficaram meio despertas e móveis, ou Ents que se tornaram parecidos com árvores; eles seguem a liderança dos Ents e formam a floresta que anda no Abismo de Helm. Barbárvore, chamado Fangorn em sindarin, é o Ent mais velho que ainda caminha na Terceira Era. Em sindarin um Ent é um Onod, e huorn é por si só uma palavra élfica, glosada como "árvore-espírito".
De todos os povos de O Senhor dos Anéis, os Ents são os mais lentos para agir e os mais assustadores quando finalmente agem. Uma única noite de fúria entesca acaba com o poder de Saruman: as muralhas de Isengard racham, o rio é desviado para o Anel de Isengard e o Mago Branco fica preso em sua própria torre. No entanto, durante a maior parte da história os Ents quase não fazem nada, e essa lentidão é justamente o que os define.
Este guia cobre tudo o que Tolkien nos conta sobre os Ents e os Huorns: de onde vêm os Ents, por que não há Ents jovens, o que aconteceu com as Entesposas, o que é de fato um Huorn, como Barbárvore tomou Isengard e como os filmes mudaram isso. Também trata das palavras élficas por trás das árvores — porque os Ents aprenderam a falar com os Elfos, e seus nomes chegaram até nós em sindarin.
Este artigo faz parte da nossa série sobre os povos do mundo de Tolkien. Comece pelo guia central, Raças da Terra-média: o guia completo, para ter o panorama completo.
Quem são os Ents?
Os Ents são pastores de árvores. Parecem grandes árvores que ganharam uma forma entre a de um homem e a de um troll: em As Duas Torres, Merry e Pippin encontram um que tem pelo menos catorze pés de altura, pele parecida com casca, uma longa barba cinzenta como de galhinhos e musgo, e olhos castanhos profundos que parecem guardar um poço de memória. Cada Ent se parece com o tipo de árvore que protege — um lembra uma sorveira, outro uma faia ou um carvalho — e seu jeito é o jeito das árvores: paciente, de raízes profundas e muito difícil de apressar.
Os Ents vivem na Floresta de Fangorn, nos contrafortes orientais da extremidade sul das Montanhas Sombrias, acima do rio Entágua e das planícies de Rohan. Nos dias antigos, diz Barbárvore, as grandes florestas se estendiam sem interrupção por boa parte de Eriador, e um Ent podia caminhar de Fangorn até muito longe a noroeste sem sair das árvores. No fim da Terceira Era a floresta encolheu, e os Ents com ela.
Eles não são árvores, nem Elfos, nem Homens. São um tipo próprio de ser — um dos mais antigos da Terra-média — e são ferozes quando provocados. Barbárvore avisa os hobbits que os Ents são muito mais fortes que trolls e que conseguem rachar pedra como as raízes racham lentamente a rocha, só que muito mais depressa.
De onde vêm os Ents: o desejo de Yavanna
“Mae govannen” — quer falar élfico de verdade?
Experimente grátis →Tolkien conta a origem dos Ents em O Silmarillion, no capítulo "De Aulë e Yavanna". Aulë, o ferreiro entre os Valar, tinha criado os Anões em segredo, e sua esposa Yavanna, a Doadora de Frutos que ama todas as coisas que crescem, temia o que esses Anões — e qualquer outro povo capaz de falar — fariam com suas florestas. Nada que cresce pode fugir ou se defender.
Yavanna foi até Manwë, o chefe dos Valar, e pediu que algo protegesse as árvores. Manwë levou o pensamento dela a Eru Ilúvatar, e a resposta foi que, quando os Filhos de Ilúvatar despertassem, o pensamento de Yavanna também despertaria: espíritos viriam de longe para habitar entre as coisas que crescem, e os Pastores das Árvores caminhariam pelas florestas. Na mesma resposta, as Águias de Manwë são nomeadas guardiãs das montanhas.
Assim, os Ents são mais antigos que quase tudo o que hoje caminha na Terra-média, e devem sua existência ao amor de uma Vala pelas árvores. É também por isso que Barbárvore pode se descrever como quase tão velho quanto qualquer coisa que ainda caminhe sob o Sol — Gandalf diz o mesmo dele em As Duas Torres.
Para a família mais ampla de seres que Eru e os Valar colocaram no mundo, veja nosso guia sobre os Magos da Terra-média, que são Maiar, espíritos da mesma ordem que servem os Valar.
Ents e Elfos: como os Ents aprenderam a falar
Os Ents não nasceram falando. Segundo o próprio relato de Barbárvore, foram os Elfos que primeiro despertaram os Ents de sua mudez e os ensinaram a falar, porque os Elfos queriam conversar com todos os seres vivos. Barbárvore tem por isso um profundo carinho pelos Elfos, e ainda canta antigas listas de som élfico das terras que amou — Tasarinan, Ossiriand, Dorthonion — do jeito que se lembra delas.
Isso importa para a língua. Os Ents desenvolveram uma língua própria, o Entês Antigo, longa, lenta e cheia de repetições, porque para um Ent um nome é a história inteira da coisa nomeada. Barbárvore conta aos hobbits que seu nome verdadeiro foi crescendo a vida toda e que dizê-lo levaria muito, muito tempo. Ninguém além de um Ent jamais aprendeu o entês, e Tolkien oferece apenas fragmentos minúsculos dele.
Mas os Ents também falam élfico quando conversam com outros, e usam a Língua Geral com os hobbits. Seus nomes no resto do mundo — Fangorn, Onod, os nomes das florestas — são sindarin. Se quiser a história completa de como Barbárvore fala, leia O entês explicado: a língua de Barbárvore, que aborda o Entês Antigo, as frases com sabor de quenya de Barbárvore e o que Tolkien disse sobre elas.
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Barbárvore (Fangorn): o Ent mais velho
Barbárvore é a tradução do seu nome sindarin, Fangorn, e a floresta leva o nome dele. Em As Duas Torres ele é descrito como o mais velho dos Ents e um dos três que restam dos primeiros dias: os outros dois são Folhagem (Leaflock) e Casca-de-Árvore (Skinbark). Na época da Guerra do Anel, Folhagem ficou sonolento e parecido com uma árvore, passando o verão com a grama pelos joelhos, e Casca-de-Árvore foi ferido pelos Orcs de Saruman, subiu para as colinas, entre as bétulas, e não quer descer.
O caráter de Barbárvore é um dos mais amados de Tolkien. Ele fala devagar, com um "hum, hom" retumbante, e nada lhe desagrada mais do que a pressa. É sábio e gentil, mas também imensamente poderoso e capaz de uma fúria terrível quando entende o mal feito às suas árvores.
Os hobbits Merry e Pippin, fugindo dos Uruk-hai que os tinham capturado, correm para dentro da Floresta de Fangorn e o encontram numa colina. Ele os leva para sua morada, Nascente (Wellinghall), dá a eles a bebida dos Ents — uma bebida de seus jarros de pedra que os revigora e que, no fim do livro, os transformou nos hobbits mais altos já registrados — e ouve toda a história deles. O relato que fazem da traição de Saruman é o que finalmente põe os Ents em movimento.
Para o lado dos hobbits nesta história, veja Hobbits da Terra-média; para os Orcs que os levaram para o oeste, veja Os Uruk-hai explicados.
As Entesposas: a grande perda dos Ents
A parte mais triste da história dos Ents são as Entesposas. Barbárvore a conta aos hobbits como um lamento.
Nos primeiros dias, Ents e Entesposas caminhavam juntos. Mas seus amores se separaram. Os Ents amavam as árvores selvagens — as grandes florestas, as encostas das montanhas, as coisas que crescem como querem. As Entesposas amavam as árvores menores e os prados ao sol: árvores frutíferas, arbustos floridos, ervas e capins, o trigo no outono. Queriam ordem, fartura e paz, e queriam que as coisas que crescem as escutassem e fizessem o que lhes era mandado.
Então as Entesposas atravessaram o grande rio Anduin e fizeram jardins nas terras do outro lado. Os Homens aprenderam com elas as artes do cultivo, e ali as Entesposas eram muito honradas. Os Ents as visitavam de vez em quando, mas cada vez menos. Então vieram a escuridão e a guerra. Os jardins foram destruídos, e a terra se tornou o que na Terceira Era se chama Terras Castanhas, uma região estéril a leste do Anduin. Quando os Ents foram procurá-las, as Entesposas tinham desaparecido. Ninguém sabia para onde tinham ido.
Por isso não há Entinhos (Entings) — não há Ents jovens — e não há há eras. Os Ents estão desaparecendo lentamente. Barbárvore se lembra de uma velha canção em que Ents e Entesposas prometem se reencontrar numa terra no Oeste, quando ambos tiverem perdido tudo, e se pergunta em voz alta se esse tempo chegará algum dia.
Tolkien nunca resolve o mistério no Senhor dos Anéis publicado. Há uma única pista tentadora: no começo de A Sociedade do Anel, na estalagem de Beirágua, Sam Gamgi comenta que seu primo Hal viu algo parecido com uma árvore que andava, grande como um olmo, lá na Quarta Norte. Os leitores se perguntam há muito tempo se aquilo era uma Entesposa. O próprio Tolkien, em suas Cartas, não era otimista: não achava que os Ents voltariam a encontrar suas esposas no mundo mortal.
O que são os Huorns?
Os Huorns são os seres mais misteriosos dos capítulos sobre os Ents. Nem os próprios personagens do livro sabem exatamente o que eles são.
Quando Merry os explica aos amigos depois da batalha, ele os descreve como árvores que têm Ents entre elas, ou que se tornaram um tanto entescas: podem se mover, devagar e em silêncio, envoltas em sombra, e podem ser muito perigosas. Têm vozes de algum tipo e conseguem falar com os Ents, mas são selvagens e sombrias, e Merry fica feliz por não tê-las encontrado sem Ents por perto para mantê-las sob controle.
Barbárvore dá a outra metade do quadro. Alguns Ents, diz ele, estão ficando sonolentos e arbóreos, e algumas árvores estão ficando entescas: despertando, tornando-se vigilantes e se movendo devagar. A fronteira entre Ent e Huorn é, portanto, borrada. Os Huorns podem ser árvores que são quase Ents, e alguns podem ser Ents que são quase árvores.
Tolkien usa a palavra huorn como se fosse élfica, e a pesquisa moderna sobre suas línguas concorda: o Eldamo registra huorn como substantivo sindarin com a glosa provisória "árvore-espírito". O ponto de interrogação nessa glosa é honesto — Tolkien nunca expôs sua etimologia num texto acabado, então a tradução é cuidadosa quanto ao seu grau de certeza.
Os Huorns no Abismo de Helm
O grande momento dos Huorns chega no fim da batalha do Abismo de Helm, em As Duas Torres. Quando amanhece depois da noite do cerco, os defensores veem que uma floresta surgiu durante a noite atravessando a entrada do vale, onde antes havia só capim. Os Orcs, derrotados pela carga de Théoden e pela chegada de Gandalf e Erkenbrand, fogem direto para as árvores — e nenhum sai de lá.
Depois, os Cavaleiros encontram um grande monte de Orcs mortos, a Colina da Morte, e a floresta se retira tão misteriosamente quanto veio. Eram os Huorns, enviados pelos Ents com o conhecimento de Gandalf, para fechar a armadilha. Para o lado dos Orcs nessa batalha, veja Orcs e gobelins da Terra-média; para os Rohirrim que defenderam o Forte da Trombeta, veja Homens da Terra-média e O rohírrico: a língua de Rohan.
O Velho Salgueiro
Os leitores perguntam com frequência se o Velho Salgueiro, que prende Merry e Pippin na Floresta Velha em A Sociedade do Anel, é um Huorn. O livro nunca diz isso abertamente. Ele é um salgueiro enorme e antiquíssimo de coração negro, a mais forte das árvores hostis da Floresta Velha, e Tom Bombadil o faz voltar a dormir com seu canto. Ele compartilha com os Huorns a imagem de uma árvore despertada para a maldade, e o próprio Barbárvore fala de lugares sombrios em sua floresta onde as árvores ficaram de coração ruim. A comparação é natural, mas continua sendo uma dedução dos leitores.
O Entebate e a marcha sobre Isengard
Depois que Merry e Pippin contam sua história, Barbárvore convoca um Entebate (Entmoot) — uma reunião dos Ents numa depressão chamada Valfundo (Derndingle). Ele dura três dias. Para os hobbits impacientes parece interminável, mas para os Ents é uma decisão rápida: eles discutem em Entês Antigo o que precisa ser dito e, no fim, decidem marchar sobre Isengard.
O motivo é claro. Saruman vem derrubando as árvores de Fangorn nas bordas da floresta, deixando que seus Orcs as cortem, às vezes só para queimá-las, e os Ents encontraram os tocos. Barbárvore já tinha considerado Saruman um vizinho, um mago que vinha conversar e aprender. Agora entende que Saruman tem uma mente de metal e engrenagens e não liga para as coisas que crescem, a não ser quando lhe servem.
A marcha para Isengard é uma das grandes cenas de As Duas Torres. Os Ents avançam a passos largos cantando, os Huorns os seguem na sombra e, ao anoitecer, estão diante dos portões. Eles quebram as muralhas, derrubam as obras e por fim desviam o rio Isen para o Anel de Isengard, inundando os poços e as fornalhas até que só a torre de Orthanc fique acima da água. Saruman fica trancado lá dentro, e Barbárvore monta guarda.
A história de Saruman vista por dentro — seu nome, sua torre e suas línguas — é contada em Saruman e Isengard: a língua por trás da Mão Branca. E o papel de Gandalf no envio dos Huorns, e sua volta a Fangorn como o Cavaleiro Branco, faz parte de O nome élfico de Gandalf, Mithrandir.
Barbárvore deixa Saruman ir embora
Um detalhe costuma ser esquecido. Mais tarde, em O Retorno do Rei, quando Gandalf volta a Isengard depois da guerra, descobre que Barbárvore deixou Saruman ir embora. Saruman tinha falado com ele usando sua voz persuasiva, e Barbárvore, que odeia ver qualquer coisa engaiolada, soltou-o com a promessa de que ele iria para longe. Gandalf não fica satisfeito, e Saruman acaba causando estragos no Condado. É um erro perfeitamente entesco: Barbárvore é sábio, mas não entende a mentira.
Os Ents nos filmes
As Duas Torres (2002), de Peter Jackson, dá aos Ents uma aparência marcante e um Barbárvore memorável, com voz original de John Rhys-Davies, que também interpretou Gimli. Mas o filme muda a trama num ponto importante.
Só no filme: no filme, o Entebate decide não ir à guerra. Barbárvore se prepara para mandar os hobbits para casa. Então Pippin pede que ele os leve para o sul, passando por Isengard, e quando Barbárvore vê a borda arrasada de sua floresta — os tocos das árvores que Saruman derrubou — ele se enfurece e convoca os Ents para a marcha. No livro, os Ents decidem atacar no próprio Entebate, após sua longa deliberação; não há nenhum truque de Pippin.
Os filmes também deixam de fora a maior parte da história dos Huorns. Na versão de cinema, os Huorns nem aparecem no Abismo de Helm — a batalha termina com a carga dos Rohirrim e a chegada de Gandalf com os homens de Erkenbrand. A Versão Estendida acrescenta uma breve cena da floresta dos Huorns depois da batalha, mas o papel deles fica reduzido a um vislumbre. As Entesposas são mencionadas só de passagem, e Folhagem, Casca-de-Árvore, Nascente e o estirão causado pela bebida dos Ents desaparecem em grande parte.
São cortes razoáveis para um filme, mas os Ents do livro são mais lentos, mais estranhos e mais independentes que os da tela, e os Huorns são muito mais importantes para o desfecho da guerra.
Por que Tolkien inventou os Ents
Tolkien explicou em suas Cartas (nº 163) que os Ents surgiram em parte de sua longa decepção com Macbeth. Na peça de Shakespeare, o bosque de Birnam "vem até Dunsinane" só porque soldados carregam galhos como camuflagem. Quando estudante, Tolkien esperava que as árvores marchassem de verdade, e acabou fazendo-as marchar ele mesmo.
Ele também disse que os Ents foram uma surpresa: não tinha planejado Barbárvore com antecedência, e o capítulo mais ou menos se escreveu sozinho. A palavra Ent vem do termo do inglês antigo para "gigante", que Tolkien, professor de inglês antigo, tomou emprestado para a língua de Rohan; na ficção, é o nome rohírrico desses seres, vertido para o inglês antigo da Terra dos Cavaleiros.
Por fim, os Ents carregam um dos temas mais profundos de Tolkien: a perda dos lugares selvagens para a indústria. A Isengard de Saruman, toda fogo e ferro, contra Fangorn, toda paciência e raízes, é uma declaração do seu amor pelas árvores tão clara quanto qualquer outra em sua obra. Ele era famoso por gostar de árvores e escreveu certa vez que tomava o partido das árvores contra todos os seus inimigos.
Ents e Huorns em élfico
Os Ents aprenderam a falar com os Elfos, então é justo que os nomes que temos para eles sejam élficos. Aqui estão as palavras atestadas, com suas glosas do nosso dicionário élfico baseado no Eldamo.
| Palavra | Língua | Significado | Pronúncia |
|---|---|---|---|
| Onod | Sindarin | Ent | Ó-nod |
| huorn | Sindarin | ?árvore-espírito | RU-orn (h aspirado) |
| Fangorn | Sindarin | "Barbárvore" (composto) | FÂN-gorn |
| orn | Sindarin | árvore alta | orn |
| ornë | Quenya | árvore alta | ÓR-ne |
| galadh | Sindarin | árvore | GÁ-lad (dh como o th inglês de "then") |
| alda | Quenya | árvore | ÁL-da |
| taur | Sindarin | floresta, terra selvagem | táur (uma sílaba) |
| fanga | Quenya | barba | FÂN-ga |
| neldor | Sindarin | faia | NÉL-dor |
Algumas observações:
- Onod é a palavra sindarin para Ent. O Apêndice F de O Senhor dos Anéis também dá o plural Onodrim (o coletivo "povo ent") e Enyd. Tolkien não dá uma palavra quenya própria para Ent nos livros acabados.
- Fangorn combina o elemento fang, "barba" (o quenya tem a mesma raiz em fanga), com orn, "árvore alta". É o nome do Ent e da sua floresta — "Fangorn" significa literalmente "Barbárvore".
- huorn leva um ponto de interrogação na glosa porque seu significado é deduzido: "árvore-espírito" combina bem com esses seres, mas Tolkien nunca explicou suas partes numa obra acabada.
- galadh é a palavra sindarin geral para "árvore", a mesma de Galadhrim, o Povo das Árvores de Lothlórien. Repare que Galadriel não vem dela; o nome dela vem de galad, "esplendor".
- taur é "floresta" ou "terra selvagem", como em Taur-nu-Fuin, a Floresta sob a Noite.
Quer pronunciá-las direito? O guia de pronúncia do sindarin explica o R vibrante, o TH de galadh e as vogais. Para mais palavras assim, veja Palavras élficas para a natureza e o nosso Dicionário élfico de palavras comuns.
Você também pode digitar qualquer frase em inglês — "guardian of the forest", "the old trees" — no tradutor élfico para vê-la em quenya e sindarin, ou escrever o seu próprio nome na escrita élfica com a ferramenta de nomes em Tengwar. Se quiser tentar escrever Fangorn à mão, o Tengwar Scribe confere suas letras, e o guia do alfabeto Tengwar explica cada caractere.
Perguntas frequentes
Os Ents são árvores? Não. Os Ents parecem árvores e estão profundamente ligados a elas, mas são um povo à parte, criado pelo desejo de Yavanna e desperto por direito próprio. Os Huorns é que ficam mais perto da fronteira entre Ent e árvore.
Quantos anos tem Barbárvore? Tolkien não dá número. Gandalf o chama de o ser vivo mais velho que ainda caminha sob o Sol na Terra-média, e Barbárvore se lembra das grandes florestas da Primeira Era, o que lhe dá muitos milhares de anos.
Por que não há Ents jovens? Porque as Entesposas se perderam. Sem elas não há Entinhos há eras, e os Ents estão desaparecendo lentamente do mundo.
Os Ents lutaram no Abismo de Helm? Os Ents em si, não. Eles estavam em Isengard. Foram os Huorns, enviados de Fangorn, que se fecharam em volta dos Orcs em fuga no fim da batalha.
Que língua os Ents falam? Entre si, o Entês Antigo, uma língua lenta e longuíssima que ninguém mais domina; com os outros, élfico e a Língua Geral. Veja Que língua os Elfos falam? para o lado élfico, e Quenya vs. sindarin para entender como as duas línguas élficas diferem.
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Os Ents esperaram eras até que os Elfos os ensinassem a falar. Você não precisa esperar nada. O Tengwar ensina quenya e sindarin desde a primeira palavra, com vocabulário real de Tolkien, revisão espaçada e a escrita élfica. Aprenda élfico grátis — 10 lições, sem cartão — em learningelvish.com/learn-elvish. Comece pelas saudações e, em pouco tempo, você vai ler palavras como Onod, orn e Fangorn com a mesma facilidade de Barbárvore.
Para o mapa completo das línguas de Tolkien, o nosso Guia completo das línguas élficas de Tolkien é a próxima parada.
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Perguntas frequentes
O que são os Ents em O Senhor dos Anéis?
Os Ents são os Pastores das Árvores, um povo antigo semelhante a árvores que guarda as florestas da Terra-média. Em O Silmarillion eles surgem pelo desejo da Vala Yavanna, que temia pelas coisas que crescem, e Eru permitiu que despertassem junto com os Filhos de Ilúvatar. Barbárvore, ou Fangorn, é o mais velho deles que ainda caminha na Terceira Era.
Qual é a diferença entre Ents e Huorns?
Os Ents são seres plenamente despertos e capazes de falar, que pastoreiam e protegem as árvores. Os Huorns são árvores que se tornaram vigilantes e meio despertas, ou Ents que ficaram sonolentos e parecidos com árvores. Os Huorns podem se mover e são perigosos, mas quase não falam e precisam dos Ents para guiá-los. São a floresta que se move e aparece no Abismo de Helm em As Duas Torres.
O que aconteceu com as Entesposas?
As Entesposas amavam jardins, pomares e campos cultivados, enquanto os Ents amavam as matas selvagens. As Entesposas atravessaram o Anduin e fizeram jardins nas terras que depois se tornaram as Terras Castanhas. A guerra arruinou essas terras e, quando os Ents foram procurá-las, as Entesposas tinham sumido. Tolkien nunca diz que elas foram encontradas, e os Ents definham sem elas.
Qual é a palavra élfica para Ent?
Em sindarin, um Ent é Onod. O Apêndice F de O Senhor dos Anéis dá os plurais Onodrim e Enyd. O próprio nome de Barbárvore, Fangorn, também é sindarin: une uma palavra para barba a orn, "árvore alta", e é também o nome da sua floresta.
O Velho Salgueiro é um Huorn?
Tolkien nunca chama o Velho Salgueiro de Huorn com todas as letras. Ele é um grande salgueiro da Floresta Velha de coração perverso, e os leitores costumam compará-lo aos Huorns porque ambos são árvores que despertaram para a maldade. A comparação é justa, mas é uma dedução, não uma afirmação do texto.
